domingo, 12 de fevereiro de 2012

Blá, blá, blá.

As palavras são devastadoras. Elas podem alegrar o dia de alguém, ou podem sufocar uma alma. Elas podem brotar esperança em corações tristes, ou matá-los. As palavras podem massagear seu ego, podem trazer orgulho, discórdias, e dessas discórdias, a guerra. Na guerra inocentes também são feridos e vários deles morrem.
 As palavras podem acariciar sua pele e tocar seu rosto com ternura; mas podem também te despir publicamente, expondo sua vergonha. As palavras geralmente trazem lágrimas... As vezes de alegria e, constantemente, de dor.
Palavras que plantam medo, desespero e que esfaqueiam pelas costas. Palavras tóxicas, palavras que afogam; outrora, palavras que o faziam voar, sonhar e amar. Palavras que fizeram divisão entre reinos e alienaram mentes, palavras que trouxeram culpa e, é sempre a palavra, mãe do complexo.
Palavras que enchem olhos de brilho, mas depois os fazem marejar.
São palavras que ceifam sorrisos, quebram fortalezas, destroem amores, causam danos irreversíveis e ardem. São as palavras que matam como veneno letal e depois usam qualquer outra coisa por pretexto para desaparecer no ar, assim, como se nada houvesse acontecido. Como se só tivesse sido lançada ao acaso. Como se fosse inofensiva. Foram as palavras que ontem fizeram seu coração saltar de alegria e hoje o faz palpitar dilacerado em dor. Mas não se preocupe. Palavras de vida irão curar. Palavras, como anestésicos, irão tornar mais suportável. Palavras amigas irão te abraçar e palavras de força irão soprar a sua dor pra longe.
Malditas palavras...
Benditas palavras.